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“Chindia”: perspectivas das relações indianas e chinesas

Clarice Tambelli

Quando se trata de opor à demandas provenientes de países ocidentais, China e índia unem forças, o que muitas vezes, leva a uma convergência de interesses nas discussões de âmbito multilateral as quais fazem parte. Se argumenta, porém, que o entendimento no campo multilateral não ajudou na resolução de problemas bilaterais cruciais desses países. Continue lendo

A Política Externa sul-africana e o jogo interno: o conflito da República Centro-Africana

Amanda Domingues

O conflito civil na República Centro Africana (RCA) recebeu assistência externa da África do Sul que conta com o melhor exército do continente. O episódio gerou debates a respeito de políticas, mas também conflitos internos entre os vários partidos, que tomaram posições divergentes face ao incidente. Continue lendo

Agendas para a Política Externa sul-africana

Amanda Domingues

Em 1994, com o fim do Apartheid, a África do Sul se torna uma república presidencialista. Hoje, o país possui dois partidos principais que ocupam mais de 82% dos assentos da Assembleia Nacional eleita em 2009: o partido governista African National Congress (ANC) e o partido de oposição Democratic Alliance (DA). Continue lendo

Ciência e Tecnologia: prioridade estratégica do IBAS

Amanda Domingues

A ciência e a tecnologia (C&T) são reconhecidamente áreas que aproximam nações no âmbito econômico e são bases importantes para a construção de relações diplomáticas estáveis. A parceria trilateral entre Índia, Brasil e África do Sul (IBAS) previu o investimento em C&T como pilar para a construção de uma cooperação que afeta positivamente o desenvolvimento destes países. Continue lendo

Palestra da Professora Karen Smith

Speech given by Professor Karen Smith, from the University of Cape Town, on May 17, 2013 at CAENI-USP

Even though the IBSA has pragmatic interest-driven motivations, it also seems that there is still a strong ideological current that underlies the grouping as well. If we look at the pragmatic motivations, the IBSA started off trying to engage within the context of the WTO – so it is very pragmatic in that sense. But at the same time these three countries still have a very strong discourse and rhetoric about wanting to change the world and making the world fairer in terms of global redistribution and etc. This has to do, of course, with the histories of these countries and their history of southern solidarity from which they cannot really get away. There is one quote in which Mbeki summarizes this. He says: “Although states are purposive calculators trying to achieve clearly defined national interests, the actual perception of those interests is rooted in an intricate process of identity building which goes far beyond rational calculations and purely materialistic interpretations”. There is talk about global change, there is talk about reforming the global system, but, very importantly, they say that “It is not just for us, it is for the rest of the global South. It is for everybody in the developing world.” Continue lendo

Palestra da Professora Indiana Surupa Gupta

Speech given by Professor Surupa Gupta at CAENI-USP, 17 May 2013.

My paper looks at the South-South cooperation issue less from the IBSA or from the global level down, and more from the Indian foreign policy perspective into the reasons why India has been doing – or has not been doing – a few things in the past years (about 10 years), and where the IBSA, the BRICS and other areas of cooperation fit into India´s foreign policy. Continue lendo

Workshop Legislativo e Política Externa

Pedro Feliú Ribeiro

A compreensão do processo decisório em política externa conecta os estudos de relações internacionais (a maneira como os Estados se relacionam no sistema internacional) com os estudos de política doméstica (o funcionamento do governo e suas relações com indivíduos, grupos ou instituições domésticas). Neste sentido, a compreensão dos fatores domésticos incidentes no processo decisório de política externa serve como uma ponte entre ambos os campos de conhecimento, oferecendo capacidade explicativa complementar às tradicionais análises calcadas em variáveis sistêmicas. O Poder Legislativo emerge enquanto um dos atores domésticos relevantes para a compreensão do processo decisório em política externa, constituindo-se um ponto de veto institucional no caso dos países democráticos. Continue lendo

A vitória do Brasil na OMC

Ruth Costas

Ao assumir o cargo de novo diretor-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC) em setembro, o embaixador Roberto Azevêdo se tornará o brasileiro a ocupar o mais alto cargo em organizações internacionais da linha de frente do sistema de governança global. Azevêdo representava o Brasil na OMC desde 2008 e o governo brasileiro se empenhou para impulsionar sua candidatura, financiando viagens de campanha para mais de 50 países e levando o tema da disputa para a reunião dos BRICS, na África do Sul.

A eleição do diplomata, no mês passado, foi celebrada em círculos governistas como “uma vitória do Brasil” – nas palavras do chanceler Antônio Patriota –, ou um reconhecimento da importância crescente do Brasil e dos países emergentes no cenário internacional. Entre analistas e especialistas em relações internacionais também parece haver certo consenso de que a escolha teve grande importância simbólica. Primeiro, porque até agora a diretoria-geral da OMC vinha sendo ocupada principalmente por europeus (a exceção do período 1999-2005, em que o tailandês Supachai Panitchpakdi e o neozelandês Mike Moore dividiram o cargo). Continue lendo

Capacitação em Negociações Internacionais

CURSO

Capacitação em Negociações Internacionais

Estão abertas as inscrições para o Curso de Capacitação em Negociações Internacionais Julho/2013. O curso, promovido pelo Centro de Estudos das Negociações Internacionais (Caeni/USP), ocorrerá entre os dias 29 e 30 de Julho.

O objetivo do curso é contribuir para a formação de negociadores e analistas de negociações internacionais, tanto do setor privado como do setor público. Além de tomar contato com os principais conceitos e técnicas de barganha, os alunos participam de simulações e dinâmicas presentes no dia a dia do negociador internacional.

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Kenneth N. Waltz

Camila Schipper

Kenneth N. Waltz, proeminente pensador das Relações Internacionais, morreu no dia 12 de maio, aos 88 anos. Waltz foi um dos grandes nomes das Relações Internacionais, um campo de estudo que remonta os anos 50 após as duas Grandes Guerras e início da Guerra Fria para analisar a forma como os Estados interagem. Os conceitos introduzidos por Waltz inauguraram o neo-realismo ou Realismo Estrutural que considerava os Estados como uma extensão do homem no que se refere a seu comportamento, e a estrutura internacional anárquica como fator independente sobre a conduta dos Estados. Continue lendo

A cooperação espacial Brasil-China

Amanda Domingues

Nos últimos 20 anos, a China tem sido o parceiro que mais colaborou com o Brasil no âmbito da pesquisa espacial. Este campo necessita de grandes investimentos e por isso aposta amplamente em colaborações internacionais que possibilitam o compartilhamento de custos e a transferência de conhecimento.

Na tentativa de reverter o contexto de dependência em relação aos países desenvolvidos no desenvolvimento e transferência de tecnologias sensíveis do setor espacial, o Brasil inaugurou no final dos anos 80 uma parceria com a China com o objetivo de construir dois satélites de sensoriamento remoto. O programa CBERS (China-Brazil Earth Resources Satellite – Satélite Sino-Brasileiro de Recursos Terrestres) é uma parceria entre o INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), instituto de pesquisa vinculado ao governo federal e a CAST (Academia Chinesa de Tecnologia Espacial). Continue lendo

Eleições parlamentares indianas de 2014 e suas influências nos BRICS

Clarice Tambelli

A agenda política definida pelos partidos no poder são importantes para compreensão das atitudes e alinhamentos dos países no âmbito internacional. Assim, as eleições parlamentares indianas de 2014 terão impacto nas decisões deste país ante ao cenário estrangeiro, e mais especificamente, no seu posicionamento frente aos BRICS?

Desde 2004 a Índia é governada pelo Partido do Congresso (United Progressive Alliance- UPA). Uma coalizão de partidos políticos de centro esquerda, formada após as eleições gerais de 2004, que detém a maioria (medida em número de cadeiras) na chamada câmara baixa- Lok Sabha- do Parlamento indiano. Sonia Gandhi e Manmohan Singh, respectivamente presidenta do Congresso e primeiro-ministro, são ambos membros da UPA. Continue lendo

Transparência democrática e accountability institucional: o debate do apoio à República Centro-Africana

Amanda Domingues

Em março de 2013, treze soldados sul-africanos morreram em um conflito na República Centro-Africana (RCA). O episódio gerou grandes debates internos na África do Sul envolvendo questões de política e externa e interna. As mortes representaram a maior perda militar do país desde o fim do Apartheid.

A RCA é um dos países menos desenvolvidos do mundo, apesar de possuir grandes reservas minerais. Desde sua independência, em 1960, o país enfrenta incursões rebeldes, confrontos e golpes de estado. Em 2007, a África do Sul assinou com a RCA um acordo bilateral que foi renovado em 2012, prevendo o envio de tropas com o objetivo de auxiliar a manutenção do governo eleito. No mesmo ano, cerca de 200 soldados se reuniram a centenas de militares já presentes na RCA. Continue lendo