Arquivo mensais:maio 2013

A renovação das relações Brasil-União Europeia

Camila Araújo de Schipper

Em janeiro de 2013, representantes da União Europeia reuniram-se com autoridades brasileiras durante a 6ª Reunião de Cúpula Brasil-UE, para dar continuidade ao Plano de Ação Conjunta 2012-2014.

Seguindo os valores e princípios estabelecidos na Parceria Estratégica em 2007 e buscando efetivar o plano de Ação Conjunta 2012-2014, Brasil e União Europeia prosseguiram negociações e acordos em 30 áreas setoriais, tais como comércio e investimentos, segurança internacional, tecnologia e educação, mudança climática e integração regional no âmbito do Mercosul na 6 ª reunião de cúpula Brasil-União Europeia realizada em 24 de janeiro de 2013, em Brasília. Continue lendo

A África do Sul nos BRICS

Amanda Domingues

O recente encontro dos BRICS e a complicada situação econômica pela qual passam seus membros levantaram questões a respeito da desigualdade entre eles, destacando, em especial a recente inclusão da África do Sul no grupo. Apesar das críticas ao tamanho de sua economia, o país representa grande vantagem ao bloco em termos de aproximação com o continente africano.

A quinta reunião de cúpula do grupo dos BRICS aconteceu em março deste ano em Durban, primeira cidade africana a sediar o encontro. Em meio a discussões sobre o Banco dos BRICS, cooperação econômica e facilitação do comércio entre os países, muitas questões foram levantadas a respeito da inclusão da África do Sul como membro do grupo no final do ano de 2010. Continue lendo

Interesses indianos e os BRICS

Clarice Tambelli

Uma reflexão, do ponto de vista de intelectuais indianos, sobre a relevância dos BRICS para a Índia, norteados pela seguinte questão: “BRICS é apenas uma sigla cativante mascarando o acaso, juntando cinco nações em desenvolvimento, mas que em última instância são incompatíveis?”.

Mesmo com a evidente desaceleração nas taxas de crescimento indiana, realidade compartilhada por outros membros dos BRICS, o país ainda possui clara vantagem demográfica (segundo no ranking mundial) e um significativo potencial de crescimento interno. Em meio à discussão dos antagonismos desta sociedade, diversos intelectuais indianos questionam os ganhos, por parte da Índia, de ser um membro dos BRICS. Continue lendo

A criação do Banco de Desenvolvimento dos BRICS

Vinicius Dalbello

Foi aprovada a criação do Banco de Desenvolvimento dos BRICS na V Cúpula , ocorrida em 26 e 27 de março de 2013, na cidade de Durban, África do Sul. O projeto inicial sugerido pela África do Sul é capitalização inicial de US$50 bilhões, sendo fornecidos US$10 bilhões de cada país. O Banco terá a função de fomentar projetos de infraestrutura nos países membros, mas não somente. Com base em suas declarações de cooperação sul-sul, foi decidido que o Banco abrirá seu financiamento para outros países em desenvolvimento.

Em março de 2012, os governos dos cinco integrantes dos BRICS instruíram seus Ministros das Finanças a analisarem a “factibilidade e viabilidade de se criar um Novo Banco de Desenvolvimento para a mobilização de recursos para projetos de infraestrutura e de desenvolvimento…”. Após reunião de um grupo de técnicos dos cinco países nos dias 15 e 16 de agosto de 2012, na cidade do Rio de Janeiro, seguido de análise do projeto pelos Ministérios e pelos Bancos Centrais constatou-se a viabilidade do projeto. Continue lendo

BRICS se articularam em voto sobre Líbia na ONU?

Eduardo Tetzlaff

A abstenção de Brasil, Rússia, Índia e China (que fazem parte do BRICS) na votação da Resolução 1973 (2011) do Conselho de Segurança da ONU que autorizou ações militares na Líbia refletiu uma articulação desses países no órgão?

Em tempos de crise não só as grandes economias têm procurado por medidas para amenizar danos, os BRICS tem se articulado também na área econômica a exemplo do recente anúncio da intenção de criação de um fundo emergencial de auxílio aos países do bloco. No entanto, a pergunta que ainda paira no ar é se a articulação do bloco se limita ao financeiro ou se uma coordenação política também está em sua pauta como se passou a intuir a partir da votação da Resolução 1973 do Conselho de Segurança da ONU em 2011. Continue lendo

Estudos experimentais em relações internacionais

Amâncio Jorge de Oliveira

A despeito de toda a sorte de críticas, a pesquisa experimental vem ganhando terreno na ciência política norte-americana. São indicadores desta tendência o crescimento de artigos experimentais nas principais revistas de ciência política, a criação de grupos de trabalhos em associações científicas e, mais recentemente, o lançamento do Journal of Experimental Political Science (JEPS).

O crescimento deste tipo de estudo é, contudo, muito mais incipiente na área de relações internacionais. De acordo com um survey aplicado entre especialistas de RI, conduzido pelos editores da Security Studies, apenas 4% dentre 1000 respondentes afirmaram usar métodos experimentais (Peterson, Tierney & Maliniak, 2005). Continue lendo

Janina Onuki

Janina Onuki, professora visitante na School of Public and International Affairs (SPIA) da North Carolina State University (NCSU).

Você está como professora visitante na North Caroline State University (NCSU). Como surgiu a parceria entre o CAENI e a SPIA?

Em dezembro de 2011, dois pesquisadores da SPIA, Mark Nance e Michael Cobb, buscavam parcerias no Brasil, interessados em incluir o Brasil na sua agenda de pesquisa, que tratava da formação de preferências em comércio internacional, para fazer um estudo comparado.

Na ocasião, o CAENI desenvolvia outras pesquisas relacionadas ao tema do comércio internacional e a participação de atores sociais, além de termos experiência com a metodologia de surveys. Por isso achamos que seria interessante nos aproximar da North Carolina, tanto pela agenda de pesquisa semelhante, quanto pela perspectiva de iniciar uma nova parceria com uma universidade americana. Continue lendo