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Boletim USP–OEA · 27 de outubro de 2021

Boletim USP – OEA, ed. 2, Agosto 2020

A segunda edição do Boletim Observatório Eleitoral das Américas da USP traz análises sobre o impacto da pandemia de COVID-19 nas eleições de Brasil e Bolívia. Além disso, há texto sobre as próximas eleições estadunidenses, sobre o panorama político e social venezuelano e resenha de tese sobre cooperação eleitoral, em que se ressalta o importante papel da OEA.

No primeiro artigo, “2020 MUNICIPAL ELECTIONS IN BRAZIL: THE IMPACT OF COVID- 19 ON THE POLITICAL “, Rodrigo Lyra analisa o debate político sobre o adiamento das eleições e os argumentos utilizados para defender ou criticar o adiamento pelos principais atores políticos do país. O autor argumenta que considerações de ordem política foram tão importantes quanto às de saúde pública para a tomada de decisão.

Outro importante fator para o acompanhamento das eleições municipais no Brasil é que serão as primeiras eleições financiadas com o polêmico fundo eleitoral de 2 bilhões.

No segundo artigo, “2020 GENERAL ELECTIONS IN BOLIVIA: COVID-19 AND POLITICAL UNCERTAINTY AFTER FRAUD SUSPICION”, Matheus Gregório traça um panorama politico da Bolívia, desde as últimas eleições de outubro de 2019, quando indícios de fraude foram encontrados na contagem de votos, até o adiamento das eleições, marcadas agora para 6 de setembro de 2020. Números indicam que Luis Arce, com 31% das intenções de voto, é o favorito para o pleito, com quase 14 pontos a frente de Carlos Mesa nas intenções de voto. Percebe-se que a presidência interina de Jeanine Añez, que também é candidata, não se reverteu em capital politico.

No terceiro capítulo, “2020 GENERAL ELECTIONS IN THE USA: PRIMARIES AMONG THE COVID-19 PANDEMIC AND VOTE-BY MAIL ALTERNATIVE”, Isabella Eichhorn analisa as próximas eleições estadunidenses, marcadas para 3 de novembro de 2020. As eleições escolherão o novo presidente do país, assim como parlamentares, governadores e prefeitos. A autora argumenta que a internet desempenhará um papel ainda mais importante nesse pleito.

No quarto capítulo, “A crise venezuelana em números”, Juliana Oliveira analisa estatísticas retiradas do relatório de junho de 2019, publicado pela OEA, e oferece ao leitor uma perspectiva política, social e econômica do atual cenário venezuelano. No último capítulo desta edição, a mesma autora escreve uma resenha sobre a tese do diplomata brasileiro Aurélio Romanini de Abranches Viotti, para o Curso de Altos Estudos do Instituto Rio Branco, que versa sobre a cooperação eleitoral via OEA. O autor defende que o Brasil pode contribuir com a cooperação eleitoral, pois há experiência e tecnologia acumuladas.

Janina Onuki Coordenadora Científica Rodrigo Lyra Editor